terça-feira, 23 de maio de 2017

Promoções #34

Acompanhe estas e outras promoções actualizadas em:

(clique nas imagens para aceder)

WOOK


Bertrand
 


Almedina


 FNAC


LeYaOnline


sábado, 20 de maio de 2017

XIII Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja [Divulgação]


«O Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja realiza-se este ano entre os dias 26 de Maio e 11 de Junho, abraçando exclusivamente o Centro Histórico da cidade e em especial o Largo do Museu Regional, epicentro desta Festa da BD.

São 18, as exposições patentes ao público, e 10, os países representados, da Argentina à Dinamarca, passando por Angola e pela Roménia…

Para além das exposições, o Festival oferece aos visitantes uma Programação Paralela bastante diversificada onde pontuam as apresentações de projetos, as conversas à volta da BD, o lançamento de livros, as sessões de autógrafos, workshops, concertos desenhados, etc., etc.

Como não podia deixar de ser, o Festival tem também à disposição dos visitantes o Mercado do Livro - a maior livraria do país durante este período, com mais de 60 editores presentes - e uma zona comercial com várias tendas instaladas (venda de action figures, arte original, posters, prints, etc.).
              
O Festival inaugura sexta-feira, 26 de Maio, às 21h00, no Pax Julia – Teatro Municipal.

Na sexta-feira 26 e no sábado 27 as noites são de concertos desenhados (a programação só termina às 4h00 da manhã).

O primeiro fim-de-semana (26, 27 e 28 de Maio) reunirá grande parte dos autores representados nas exposições

terça-feira, 16 de maio de 2017

Promoções #33

Acompanhe estas e outras promoções actualizadas em:

(clique nas imagens para aceder)

WOOK


FNAC


Bertrand


Almedina


LeYaOnline


note.pt


domingo, 14 de maio de 2017

Música ao Domingo #36: Salvador Sobral "Excuse Me"


Music video by Salvador Sobral performing Excuse Me. (C) 2016 Edições Valentim de Carvalho S.A.

Excuse me
If I bore you
When I talk about the things I like to do
Excuse me
If I'm not like them
I'd always liked to think there's something else out there

For us the world is a gift
A spin as a day
A turn as a year
And if the day give us rain
Let's stare at the falling drops

In the air that I breathe when you wonder outside
Touch of sunlight when the words getting dark
Slow down the pace of the clocks in our heads
So we can keep shaping the clouds

Excuse me
Is what you told me
When I didn't listen what you had to say
Maybe I am just like them
Forgetting you could also choose a way

Your view land they'd mind
Are two colour filters blazing my sky
Alone but together we'll share
The touch, the taste, the smell

Oh, the air that I breathe when we're wonder outside
Touch of sunlight when the words getting dark
Slow down the pace of the clocks in our heads
So we can keep shaping the clouds

Excuse me
Is what you told me
When I didn't listen what you had to say
Maybe I am just like them
Forgetting you could also choose a way

Your view land they'd mind
Are two colour filters blazing my sky
Alone but together we'll share
The touch, the taste, the smell

Oh, the air that I breathe when we're wonder outside
Touch of sunlight when the words getting dark
Slow down the pace of the clocks in our heads
So we can keep shaping the clouds

Fonte: musixmatch

sábado, 13 de maio de 2017

"Homens imprudentemente poéticos" de Valter Hugo Mãe [Opinião]

Título: Homens imprudentemente poéticos
Autor: Valter Hugo Mãe
Edição/reimpressão: 2016
Editora: Porto Editora
Temática: Romance
N.º de páginas: 216
Para adquirir:

Sinopse:


Num Japão antigo o artesão Itaro e o oleiro Saburo vivem uma vizinhança inimiga que, em avanços e recuos, lhes muda as prioridades e, sobretudo, a capacidade de se manterem boa gente.
A inimizade, contudo, é coisa pequena diante da miséria comum e do destino.
Conscientes da exuberância da natureza e da falha da sorte, o homem que faz leques e o homem que faz taças medem a sensatez e, sobretudo, os modos incondicionais de amarem suas distintas mulheres.

Valter Hugo Mãe prossegue a sua poética ímpar. Uma humaníssima visão do mundo.

Opinião:

Perante tão intensa leitura o sentimento de
 que qualquer palavra minha não passará de uma vacuidade é uma certeza. Remando contra esta corrente, a obrigação de partilhar convosco o deslumbramento que me proporcionou impôs-se.

Antes de mais, convém expor que a minha atracção pela cultura japonesa é elevada, não ultrapassando, até ao momento, o que conheço através do anime que tenho consumido desenfreadamente nos últimos anos.

Valter Hugo Mãe bebeu profundamente in loco das tradições e lendas japonesas. A sua narração lírica, que tanto me relembrou a do contador japonês Yoshi Hioki, impõe uma leitura pausada, infinitamente atenta, para dar lugar à absorção do que a simplicidade escuda.

Em A Desumanização, o anterior e único livro que havia lido do autor, levando-me numa viagem até à Islândia, uma dor e uma agressividade latentes estiveram sempre presentes tanto na Natureza como nos indivíduos. Neste Homens imprudentemente poéticos, momentos de intensa ternura, através das personagens da senhora Kame, a mãe longínqua, e da sua Matsu, a jovem cega, grandiosa até na sua forma limitada de reconhecer o mundo, causam admiração pelo seu despojamento e, acima de tudo, pela gratidão demonstrada.

No entanto, são os vizinhos desavindos, Itaro san, o artesão de leques, e Saburo san, o oleiro, o epicentro: enquanto Itaro, não obstante conceber peças de uma beleza inefável, se seduz por actos de violência para neles encontrar trágicas previsões, Saburo é a sua antítese, cultivando um jardim para moldar a natureza.

Após a morte da esposa do oleiro, também ele sucumbe à violência e provocações surgem de lado a lado, certeiras como golpes cirúrgicos, culminando num ódio desmedido. Será este exarcebar não mais do que a expressão dos medos: a fome, a miséria, a solidão e a morte que a todos assolam e que conduzem à irracionalidade da barbárie. Ainda que encontrem uma espécie de redenção, a felicidade ficará longe do seu reduto.

E, por último, o contraste entre a cultura japonesa e a ocidental nota-se em algo tão avassalador como a floresta dos suicidas [vejam mais sobre a experiência do autor neste local aqui]. Perto da aldeia, existe esta floresta onde os que desejam morrer se embrenham, não sem antes atarem uma corda a uma das árvores na sua orla. Serve esta corda para, no caso de as suas reflexões os levaram ao arrependimento, poderem encontrar o caminho de volta e se reencontrarem numa espécie de ressurreição. O autor colocou-a neste local para conveniência da narrativa, apesar de, na realidade, se situar no monte Fuji. Ora, a maior diferença prende-se com a aceitação dos japoneses perante o suicídio. Não há uma necessidade de dissuasão colectiva, parte de uma decisão individual cujo final levará o ser de volta à terra, sua origem.


Classificação: 5,0/5*

Sobre o autor:
Valter Hugo Mãe é um dos mais destacados autores portugueses da atualidade. A sua obra está traduzida em variadíssimas línguas, merecendo um prestigiado acolhimento em países como o Brasil, a Alemanha, a Espanha, a França ou a Croácia. Publicou sete romances: Homens imprudentemente poéticos; A desumanização; O filho de mil homens; a máquina de fazer espanhóis (Grande Prémio Portugal Telecom Melhor Livro do Ano e Prémio Portugal Telecom Melhor Romance do Ano); o apocalipse dos trabalhadores; o remorso de baltazar serapião (Prémio Literário José Saramago) e o nosso reino. Escreveu alguns livros para todas as idades, entre os quais: Contos de cães e maus lobos, O paraíso são os outros; As mais belas coisas do mundo e O rosto. A sua poesia foi reunida no volume contabilidade, entretanto esgotado. Publica a crónica Autobiografia Imaginária no Jornal de Letras. Fonte: WOOK