quinta-feira, 23 de março de 2017

Os blogues que sigo #4: A Viciada dos Livros

Conheci o blogue A Viciada dos Livros recentemente, através de um passatempo no qual eu, a maluquinha dos passatempos de livros, não pude deixar de participar. Assim. aproveitei a oportunidade e convidei a Raquel Bernardes para participar nesta rubrica. 


«A ideia do blog nasceu, depois de ter visto o blog Algodão Doce para o Cérebro, lembrei-me que já tinha lido alguns livros e que gostava que outras pessoas também lessem a minha opinião. Confesso que sou viciada em Livros, Filmes, Séries e é algo que me dá prazer e que também me enche de orgulho ver que o cantinho tem pessoas que seguem, que mandam email a perguntar sobre este ou outro livro, e é gratificante ver a opinião que as pessoas também têm do cantinho e claro que está sempre a inovar.

Eu comecei por ler os livros da Anita e a partir daí não parei de ler, mas o que gostava realmente era de romances, até ao dia em que me aconselharam a ler o 50 Sombras de Grey e claro que passei a juntar a vertente Erótica à lista. Tento ler outras opções literárias, mas nem sempre é do nosso agrado.

Entretanto, convidei a minha comparsa, a Carla Marques, que também é viciada em Livros para se juntar a mim e fazer crescer o cantinho literário enquanto que poderia explorar as outras opções. Criei o cantinho em 2013, por acaso em Março fará 4 anos, mas não tinha grande tempo para o actualizar, em 2016 decidi agarrar no projecto com finco e claro que começou a dar frutos.

Passei a ter a ajuda extra, para além dos seguidores terem aumentado, mas tudo isto não seria possível sem o apoio de outra blogger, a Menina dos Polícias, a Vera Brandão, que me incentivou a continuar e a mudar se calhar algumas coisas. O que pode mudar? Não sei, mas deixo sempre a porta aberta para novas oportunidades, para explorar também outros caminhos. Porque ser viciada é isso mesmo, é descobrir novos horizontes e viciar.»

As suas opiniões concisas sobre livros, séries e filmes de géneros bastante variados merecem o meu destaque. Acompanhem a Raquel e a Carla nas seguintes plataformas:


quarta-feira, 22 de março de 2017

"O Apelo da Selva" de Jack London [Opinião]

Título: O Apelo da Selva
Título original: The Call of the Wild
Autor: Jack London
Tradutora: Maria de Fátima Andrade 
Edição/reimpressão: 2017
Editora: CARDUME EDITORES, LDA. (para Impresa Publishing)
Temática: Romance
N.º de páginas: 128

Sinopse:


Arrancado à doce e pacífica vida que levava numa fazenda da Califórnia, o cão "Buck", metade São Bernardo, metade cão-pastor, é roubado e vendido como cão de trenó. Nas terras selvages do Norte do Canadá, Buck enfrenta a fome, o frio, as lutas com outros cães e os maus tratos sem nunca perder a coragem e a dignidade. Buck acaba por ser esgatado por John Thornton, mas no seu apelo da vida selvagem, que o instiga a rondar livremente pela selva. Esta novela de Jack London, publicada em 1903, revestiu-se de tal sucesso que de imediato foi traduzida em cerca de 90 línguas, sendo reeditada sempre até aos nossos dias.

Opinião:


 No âmbito da inciativa Ler Faz Bem da revista Visão, decidi ler esta obra de Jack London e partilhar a minha opinião de forma diferente: por escrito, como habitual, e por vídeo.

[ ver também aqui ]

Lido numa tarde, o autor não se perde em rodeios e conta uma história poderosa na perspectiva de Buck, o cão traçado de são bernando e cão pastor escocês. Buck parecia destinado a uma vida doméstica, sem percalços além daqueles que encontrasse numa quinta ensolarada em plena Califórnia. Infelizmente, o seu porte possante tenta um dos empregados e Buck acaba por chegar à fronteira com o Canadá, num clima totalmente agreste, depois de vendido para cão de trenó. 


Sujeito às maiores provações, a sua adaptabilidade às circunstâncias foi impressionante: de cão domesticado, torna-se um sobrevivente nato, astuto e líder, evocando a lei do mais forte. O corajoso Buck enfrenta todos os dissabores, mas apenas após a sua prodigiosa transformação num estado totalmente primitivo, encontrará a integração junto dos seus ancestrais.


Esta leitura evocou-me o retrato social de As Vinhas da Ira de John Steinbeck em que, tal como em O Apelo da Selva, se forçam migrações do povo americano devido às condições económico-sociais, ainda que por causas e em períodos diferentes: a seca, durante grande depressão,  e a febre do ouro, iniciada em 1850. Jack London aproveitou, para esta obra, a sua experiência na participação à corrida do ouro (Klondike, no Yukón, Canadá, em 1896). 

Os cães, como todos os animais, são seres sencientes, apenas desconhecemos o alcance da sua percepção da realidade. Ainda assim, o autor deu-lhes voz. Se o ser humano, e assim perdura ao longo de séculos, julga o seu semelhante como objecto mercantil, imaginemos os animais que voz não têm para por si lutar.

Este livro deu-me a esperança de que, desde que estabelecidas com dignidade, as relações entre quaisquer seres vivos só se poderão revestir de respeito e compreensão mútuos.


P.S.: Com esta leitura relembrei-me imediatamente de História de um cão chamado Leal de Luis Sepúlveda, uma história cuja perspectiva é igual - pelos olhos de um cão - e que recomendo vivamente.


Classificação: 4,5/5*

Sobre o autor:

O escritor norte-americano John Griffith London nasceu em 1876, em San Francisco, e faleceu em 1916. Depois de uma infância marcadamente negativa, exerceu todo o tipo de profissões, interessando-se, no entanto, pela leitura e pela escrita desde muito cedo. Publicou novelas em diversas revistas. Da sua vasta obra, destacam-se The Son of the Wolf (1900), The Call of the Wild (O Apelo da Selva, de 1903, obra diversas vezes adaptada para cinema), Martin Eden (1903), Love of Life (1907) e John Baleycorn (1913). Fonte: WOOK 

Mais sobre o autor em: Entre o mistério e a caricatura, quem é Jack London?

terça-feira, 21 de março de 2017

Para o Dia Mundial da Poesia... um poema

José-António Moreira edição e voz | Sons da Escrita | Março 2014

Os gatos 
de Manuel António Pina

Há um deus único e secreto
em cada gato inconcreto
governando um mundo efémero
onde estamos de passagem

Um deus que nos hospeda
nos seus vastos aposentos
de nervos, ausências, pressentimentos,
e de longe nos observa

Somos intrusos, bárbaros amigáveis,
e compassivo o deus
permite que o sirvamos
e a ilusão de que o tocamos

(in Como se desenha uma casa; ed. Assírio & Alvim, 2011) 

segunda-feira, 20 de março de 2017

Promoções #23

Acompanhe estas e outras promoções actualizadas em:

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domingo, 19 de março de 2017

Música ao Domingo #33: Chuck Berry "Roll Over Beethoven"


Chuck Berry performs "Roll Over Beethoven" at the BBC Television Theatre, London on Wednesday 29th March 1972. Backed by Dave Harrison - drums, Billy Kinsley - bass, Jimmy Campbell - guitar, Michael Snow - piano. HD

I'm gonna write a little letter,
gonna mail it to my local DJ
It's a rockin' rhythm record
I want my jockey to play
Roll Over Beethoven, I gotta hear it again today

You know, my temperature's risin'
and the jukebox blows a fuse
You know, my heart's beatin' rhythm
and my soul keeps on singin' the blues
Roll Over Beethoven and tell Tchaikovsky the news

Well, if you feel you like it
go get your lover, then reel and rock it
Roll it over and move on up just
a trifle further and reel and rock it,
one another
Roll Over Beethoven and tell Tchaikovsky the news

[instrumental]

Well, early in the mornin' I'm a givin' you a warnin'
don't you step on my blue suede shoes
Hey diddle diddle, I am playin' my fiddle,
ain't got nothin' to lose
Roll Over Beethoven and tell Tchaikovsky the news

Roll Over Beethoven,
Roll Over Beethoven,
Roll Over Beethoven,
Roll Over Beethoven,
Roll Over Beethoven and tell Tchaikovsky the news

Fonte: ST Lyrics [adaptado]

sábado, 18 de março de 2017

E o vencedor do Prémio Livro do Ano Bertrand é...


Conheça mais sobre a obra aqui. | Recorde os finalistas deste prémio aqui.

O restante top, por ordem de votação:
2.º - Vaticanum de José Rodrigues dos Santos
3.º - O Evangelho segundo Lázaro de Richard Zimler
4.º - Nem todas as baleias voam de Afonso Cruz
5.º - Homens imprudentemente poéticos de Valter Hugo Mãe
6.º - Uma Terra Chamada Liberdade de Ken Follett
7.º - A Espada e a Azagaia de Mia Couto
8.º - Doutor Sono de Stephen King
9.º - Prometo Perder de Pedro Chagas Freitas
10.º - Como Vento Selvagem de Sveva Casati Modignani