quinta-feira, 30 de junho de 2016

Colecção de Clássicos para Leitores de Hoje [Divulgação]

"Para comemorar os seus 35 anos, a Relógio D'Água lança uma colecção de Clássicos para Leitores de Hoje, com traduções cuidadas, prefácios que contextualizam as obras e preços entre 5 e 10€." Conheçam os títulos disponíveis aqui.


E depois disto, não me venham com desculpas para não se lerem autores clássicos!

( via Giphy )

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Promoções #9


20% de desconto imediato + 5% de desconto em Cartão Wookmais.

Nos termos do regime jurídico do Preço Fixo do Livro, o desconto máximo em edições com menos de 18 meses é 20%. Promoção válida em livros, exceto escolares, técnicos e eBooks, em encomendas registadas e pagas no dia 29 de junho de 2016.

Portes grátis para Portugal continental em CTT Expresso Clássico ou Rede Pickup e 30% de desconto nos envios para as ilhas dos Açores e Madeira, em CTT Expresso Clássico (tipos de envio disponíveis para encomendas até 10 kg).

Iniciativa promocional nos termos do regime jurídico do preço fixo do livro. Campanha não acumulável com outras promoções e ofertas.

Saiba mais aqui.

terça-feira, 28 de junho de 2016

1.° piquenique da ASSESTA: entre palavras e partilhas

E, tal como anunciado aqui, dia 25, Sábado, decorreu o 1.° piquenique literário da ASSESTA, inserido na programação do Beja na Rua, e no qual estive presente. Esta presença deveu-se ao convite da escritora e autora do blogue Alentejo Literário, Olinda P. Gil, que já tinha tido prazer de conhecer. 


Os eventos programados decorreram maioritariamente no Largo da Conceição, em frente ao Museu Regional, onde se deu, em simultâneo, o Mercado Livre [iniciativa periódica, da responsabilidade da Arruaça Associação Juvenil, que visa a venda ou troca de produtos usados - aquilo a que se chamaria de feira da ladra e de velharias e que acontece no início de cada estação do ano]. 


E foi aí que a exposição em banca com as obras dos autores no Mercado Livre esteve.


Por volta das 11h, deu-se a flash mob da palavra dita, com Joaninha Duarte, contadora de histórias, Marta D'Almeida, música e cantora e Napoleão Mira, que muito gostei de ouvir na declamação de poemas.


O piquenique literário, mais exclusivo do que o esperado, decorreu no Jardim Público: entre garfadas de salada, mãos cheias de frango assado e apreciados refrescos para o calor aliviar, partilharam-se histórias e anedotas, não se esquecendo alguns livros que marcaram. De modo a preservar a intimidade do momento, optei não tirar fotografias.

Nas arcadas do Museu Regional de Beja, discutiu-se se "Ainda vale a pena escrever?". Com introdução musical de Marta D'Almeida e moderação de Luís Miguel Ricardo, os participantes (Olinda P. Gil, Vitor Encarnação, Joaninha Duarte, Mercedes Guerreiro, enquanto escritores e eu, enquanto leitora e crítica, e, ainda, o participante espontâneo António Oliveira) falaram sobre a sua relação com a escrita, a edição, a leitura, a crítica/opinião, a narração oral. Foi interessante observar como em tão soalheira tarde se juntaram perspectivas tão diferentes sobre o mundo livresco.  E sim, ainda vale a pena escrever, mais não seja pela expressão, pela partilha e pelo enriquecimento do imaginário colectivo, ainda que seja um caminho árduo, repleto de ilusões e, sobretudo, desilusões.


Tive o prazer da oferta de dois livros para opinião no blogue: Contos Breves de Olinda P. Gil e Contos ASSESTA - Alentejo de variados autores: Carlos Campaniço, Dora Nunes Gagos, Fernando Évora, Fernando Guerreiro, Joaninha Duarte, José Teles Lacerda, Luís Contente, Luís Miguel Ricardo, Maria Ana Ameixa, Napoleão Mira, Olinda P. Gil, Vítor Encarnação. Curiosa com ambos, já iniciei a leitura do primeiro. 


Em jeito de conclusão, apenas posso agradecer a forma como fui recebida por todos e por ter feito parte de um grupo tão encantador, além de, cereja no topo do bolo, ter sido agraciada com o estatuto de Amiga da ASSESTA.



Para mais informações:

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Passatempo #2: Dia Mundial da Criança [VENCEDOR]

Após o seu término no passado dia 25, chegou a hora de anunciar o vencedor do segundo passatempo do As Horas... que me preenchem de prazer, especialmente dedicado ao Dia Mundial da Criança [para recordar aqui]. 

Este passatempo contou com 109 participações válidas, tendo sido excluídos alguns participantes que não cumpriram todas as condições de participação ou pelo uso de perfis fraudulentos. 

Realizando-se então a listagem com os participantes validados, o número do vencedor via Random.org é o...
... 56, que corresponde à cara M Maria Silva


Muitos parabéns!

( via GIPHY )

Aguardarei que me forneça a morada de envio, por mensagem privada, para a página oficial do Facebook do As Horas... que me preenchem de prazer.

Não posso terminar sem antes agradecer a todos os que participaram. Até ao próximo passatempo! 

domingo, 26 de junho de 2016

Música ao Domingo #6: Jamie Cullum "All at Sea"


A propósito da sua presença no Cascais Groove'16, aqui deixo o vídeo + letra de uma das músicas que mais gosto deste eterno puto com cara de menino, dedos electrizados e voz cativante.


I'm all at sea
Where no one can bother me
Forgot my roots

If only for a day
Just me and my thoughts
Sailing far away

Like a warm drink it seeps into my soul
Please just leave me right here on my own
Later on you could spend some time with me
If you want to, all at sea

I'm all at sea
Where no one can bother me
I sleep by myself

I drink on my own
I don't speak to nobody
I gave away my phone

Like a warm drink it seeps into my soul
Please just leave me right here on my own
Later on you could spend some time with me
If you want to, all at sea

Now I need you more than ever
I need you more than ever now

If you don't need it every day
But sometimes don't you just crave
To disappear within your mind
You never know what you might find

So come and spend some time with me
And we will spend it all at sea

Like a warm drink it seeps into my soul
Please just leave me right here on my own
Later on you could spend some time with me
If you want to, all at sea

Ooh, if you want to, all at sea
If you want to

sexta-feira, 24 de junho de 2016

"Aos Olhos da Rita" de Rita Bulhosa [Opinião]

Título: Aos Olhos da Rita - Como sinto e vivo a paralisia cerebral
Autora: Rita Bulhosa
Data de edição: 2015
Editora: Guerra e Paz
Temática: Memórias e Testemunhos
N.º de páginas: 176
Para adquirir:

Sinopse:

Ler a Rita é criar nitidez, terminar o impreciso, o indefinido, sobretudo da vontade.

Há um sol de uma galáxia interior que se pôs no centro deste livro. Caminhamos na pura luz. A cada texto transparecemos.

Opinião:

A Rita é uma menina muito especial, não pela problemática que a acompanha desde o nascimento, mas porque, exactamente pela "diferença" que a paralisia cerebral lhe trouxe, se tornou mais sensível e alerta ao mundo em seu redor.

O seu optimismo transparece constantemente, não fosse o sorriso a sua imagem de marca. Por isso, tem uma visão descomplicada - e consciente - do mundo, apelando sempre aos sentimentos mais puros que existem na espécie humana: o amor, a amizade, a solidariedade, a determinação - palavra indissociável do carácter da Rita, a qual, na minha humilde opinião, deverá ter orgulho da personalidade que possui com tão tenra idade, quando os jovens da sua idade ainda se debatem em exclusivo com questões meramente individualistas e do foro íntimo.

Este é um livro que deveria ser inserido no Plano Nacional de Leitura, uma vez que consegue perfeitamente demonstrar uma realidade que os jovens da actualidade, imersos nos seus umbigos, no geral, não conseguem alcançar; não sendo, por isso, desaconselhado a graúdos que, absorvidos por um dia a dia extenuante, se vão esquecendo dos valores pilares dos relacionamentos.

De realçar ainda a sua escrita, despretensiosa, com imensa margem de crescimento, o tocante prefácio de valter hugo mãe e as ilustrações, muitas das quais adoro. Recomendo!

Classificação: 3,5/5*

Esta opinião pode igualmente ser encontrada no Marcas de Leitura.



Sobre a autora:
«Eu sou a Rita, o meu nome completo é Ana Rita Bulhosa da Rocha Pereira. Nasci em Espinho em 17 de Dezembro de 1999, tenho portanto 15 anos. Na verdade eu era para ter nascido dois meses depois mas apressei-me e nasci antes do tempo. Por ter chegado mais cedo, passei dez dias fechada numa incubadora e essa pressa toda fez com que me fosse diagnosticada paralisia cerebral.


Dizem-me que foi por falta de oxigenação das células do cérebro. Não se assustem, isso não quer dizer nada de especial, apenas me condiciona a marcha, a minha forma de caminhar. Preciso de ajuda de uma canadianas. Passei agora para o oitavo ano e adoro escrever e contar histórias. Já agora quero que saibam que estou sempre a sorrir, há até uma associação que tem o meu nome, “O Sorriso da Rita”.» Fonte: TEDxVilaReal

quarta-feira, 22 de junho de 2016

1.º piquenique literário da ASSESTA [Divulgação]


É já no próximo dia 25 de Junho (Sábado) que vai decorrer o 1.º piquenique literário (entre outras actividades) da ASSESTA, integrado no Beja na Rua - Festival de Artes de Rua - e eu não vou faltar! O programa será o seguinte:

10:30 – Receção aos participantes com inscrição, formação de grupos de trabalho e distribuição de missões literárias. (Expositor da ASSESTA no Mercado livre – Largo do museu Rainha Dona Leonor).
11:30 – Flash mob da palavra dita. Com as participações de Joaninha Duarte: escritora, investigadora e contadora de histórias; Napoleão Mira: escritor e artista de spoken word; Marta D´Almeida: música de jazz alentejano; e José Candeias: recitador de poesia. (Mercado livre – Largo do museu Rainha Dona Leonor).
13:00 – Piquenique com letras e iguarias - trazer farnel de letras e iguarias. (local a designar).
15:00 – Tertúlia temática “Ainda vale a pena escrever?”. Com as presenças de Vítor Encarnação: poeta, contista e cronista em vários órgãos de comunicação social; Olinda P. Gil: autora de várias obras em versão e-book – no grupo Porto Editora; Luís Contente: autor de literatura de viagens e fundador da publicação literária Efémera; Helena Isabel Bracieira: blogger e crítica literária; Luís Miguel Ricardo: autor e editor.
16:30 – Balanço das atividades de grupo – plantação de ideias literárias.
17:00 – Encerramento do 1º piquenique literário da ASSESTA.

Durante todo o dia está patente no mercado livre – uma mostra e venda de livros de autores participantes no evento.



Sobre o organizador:
A ASSESTA é Associação de Escritores do Alentejo. Foi pensada em meados de 2013 e constituída em setembro de 2015 (3 de setembro – Castro Verde). Na sua génese estiveram 15 escritores naturais do Alentejo ou com fortes vínculos à região empenhados em promover a literatura nas terras desafogadas de além Tejo. A Sede é na Casa da Cultura de Beja, mas o seu terreno de semeação é o Alentejo todo e as terras vizinhas. A ASSESTA apresenta-se como uma entidade mediadora entre criadores literários e comunidade consumidora de conteúdos literários.

Para mais informações:

terça-feira, 21 de junho de 2016

Promoções #8


Promoção de 30% a 50% de desconto imediato nos livros assinalados válida para encomendas registadas e pagas de 21 a 22 de junho de 2016.

Oferta de portes, ou devolução do valor em cartão, para Portugal continental em CTT Expresso Clássico ou Rede Pickup. 30% de desconto, ou devolução em cartão, nos envios para as ilhas dos Açores e Madeira, em CTT Expresso Clássico. Tipos de envio disponíveis para encomendas até 10 kg. Condições válidas para encomendas registadas até 31/12/2016 e não acumuláveis com outras promoções. Saiba mais aqui.

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Beja na Rua - Festival de Artes na Rua [Divulgação]

A partir do próximo dia 24 e até 16 de Julho, as ruas de Beja vão ser o palco de imensos eventos artísticos: entre música, dança, artes plásticas, animação de rua, street art, workshops, exposições, poesia e cante é só escolher. Gentes da terra e nomes nacionais e internacionais apresentarão aquilo que melhor sabem fazer numa festa que se prolongará por vários dias, em mais uma iniciativa com vista a revitalizar o centro histórico da cidade.



Se não conseguirem visualizar em cima, basta clicar aqui para consultar a programação, ou aqui para visitar a página oficial.

O que eu não vou perder (ou as minhas sugestões):
  • 24 de Junho (19h30) Entre as Portas de Mértola e a Praça da República - Songs & Dawns
  • 25 de Junho (8h) Largo do Museu - Mercado Livre; (11h) Largo do Museu - Piquenique Literário
  • 6 de Julho (21h30) Praça da República - Dança e Contos com Jorge Serafim
  • 9 de Julho (23h00) Praça da República - Virgem Suta
  • 15 de Julho (23h30) Praça da República - Tim
  • 16 de Julho (23h00) Praça da República - António Zambujo
E as exposições patentes em vários dias:
  • António Paizana | Galeria do Largo de São João
  • Dilar Pereira | Pax Julia
  • João Charrua | Galeria da Rua das Lojas
  • Leonel Borrela | Galeria do Largo de São João
  • Luís Afonso | Galeria da Rua dos Infantes
  • Niurka Bou | Galeria do Largo de São João
  • Raonel | Galeria do Largo de São João
  • Rico Sequeira | Galeria da Rua dos Infantes e da Rua das Lojas

domingo, 19 de junho de 2016

Música ao Domingo #5: Regina Spektor "Dance Anthem of the 80's"



You are so sweet
Dancing to the beat

There's a meat market down the street
The boys and the girls watch each other eat

You are so sweet, so sweet
Dancing and moving to that beat, that beat

There's a meat market down the street
The boys and girls watch each other eat
The boys and the girls watch each other eat
When they really just wanna watch each other

Sleep
They want to watch, to watch each other sleep, sleep, sleep
Sleep
They want to watch, to watch each other sleep, sleep, sleep

You are so sweet
Once more
You are so sweet
Solo

I'm walking through the city like a drunk but not
With my slip showing a little like a drunk but not
And I am one of your people but the cars don't stop
And I am one of your people but the cars don't stop

It's been a long time since before I've been touched
Now I'm getting touched all the time
And it's only a matter of whom
And it's only a matter of when

An addiction, two hands and feet
There's a meat market down the street
The boys and girls watch each other eat
When they really just wanna watch each other sleep

An addiction, two hands and feet
There's a meat market down the street
The boys and girls watch each other eat
When they really just wanna watch each other

Sleep
They want to watch, to watch each other sleep, sleep, sleep
Sleep
They want to watch, to watch each other sleep, sleep, sleep
They want to watch, to watch each other sleep, sleep, sleep
They want to watch, to watch each other sleep, sleep, sleep

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Promoções #7


A Cavalo de Ferro tem um site novo com "conteúdos para ler e reler, uma forma mais simples para comprar livros, e um espaço aberto aos vossos comentários. Damos o pontapé de saída com uma bela promoção para esquecer rivalidades - apostamos que vão gostar destes islandeses".

Adversários de Portugal em campo, companheiros de leitura fora dele. A equipa de islandeses da Cavalo de Ferro continua em jogo com 30% de desconto. Para encomendar aqui.


Campanha exclusiva no site, válida até às 24 horas de dia 22 de Junho. Não inclui livros abrangidos pela Lei do Preço Fixo. Portes grátis para Portugal Continental. Insira o código promocional (CDF162206) para obter este desconto.

terça-feira, 14 de junho de 2016

Feira do Livro de Lisboa: a minha visita

Este 10 de Junho será sempre especial para mim.  Além de visitar a Feira do Livro de Lisboa, que já não visitava há alguns anos, realizou-se o Encontro Nacional dos Livrólicos Anónimos, organizado pela maravilhosa e enérgica dinamizadora Carla Isabel, administradora do GLA - Grupo dos Livrólicos Anónimos. Assim, tal como já tinha dito na página do FB do As Horas... que me preenchem de prazer tive o prazer de conhecer as livrólicas que encontro online diariamente e com as quais criei amizade e muitas outras cujas opiniões sigo e são referências para mim.

Iniciámos este encontro com um almoço no Burger King, seguido de um café, já na FLL, no espaço Delta Q:

Segui-se a reunião no espaço da Editorial Presença e a recepção foi fantástica. 

Algumas das presentes foram presenteadas com alguns miminhos - por exemplo, a Vera Carregueira do Crónicas de uma Leitora, a Odete Silva do destante, ou a Vera Brandão do Menina_dos_Policiais -, incluindo o novo livro de Tracy Chevalier, Os Frutos do Vento, autora que já me proporcionou duas boas leituras: Rapariga com Brinco de Pérola e A Última Fugitiva.

Aproveitei para tirar uma foto ao livro gigante do Wally, uma das atracções da FLL:

Ao que se seguiu mais uma fotografia de grupo com as livrólicas que entretanto chegaram:

As livrólicas dirigiram-se então para a sessão de autógrafos, no espaço TOPSELLER, com o autor M. J. Arlidge. Como o seu género literário não é a minha praia, prossegui com a visita.

E, naturalmente, encontrei inúmeras mascotes que animavam a criançada.

Avistei igualmente vários escritores presentes para sessões de autógrafos e dois dedos de conversa, tais como Gonçalo M. Tavares, Ondjaki, Mário Zambujal, Catarina Furtado, entre outros.

Por fim, a visita terminou junto à Piaggio BrigaDoce, onde provei um delicioso gelado de brigadeiro de chocolate! 

E, como não poderia deixar de ser, não resisti à tentação e comprei dois livros: Contos Completos de Irmãos Grimm, compra pela qual me ofereceram um livro da colecção Vampiro, e As Mentiras de Locke Lamora de Scott Lynch. Graças à querida Sílvia Reis do blogue O Dia da Liberdade, consegui trazer mais um livro neste dia - O Aprendiz de Gutenberg de Alex Christie - ganho num passatempo e que ela fez a gentileza de me ir levantar. E como o favor já foi pequeno, ainda me ofereceu Quando o Sol Brilha de Rui Conceição Silva! A TOPSELLER estava a oferecer Génesis de Tom Fox, prequela de Dominus. Juntam-se os marcadores que assinalam o Encontro dos Livrólicos Anónimos e a recepção da Editorial Presença e o marcador de um livro para pintar que tenho: Sete Mares.

Com a compra de Contos Completos de Irmãos Grimm, fiquei com os três livros que reúnem contos de autores clássicos lançados até agora pela Temas e Debates. Todos os Contos de Edgar Allan Poe já foi lido e Contos de Hans Christian Andersen progride, embora lentamente.

Agora resta-me esperar que, no próximo ano, a vida me permita nova deslocação à Feira do Livro de Lisboa para mais animação e partilha deste vício que é ler!

sábado, 11 de junho de 2016

"Todos os Contos" de Edgar Allan Poe [Opinião]

Título: Todos os Contos
Autor: Edgar Allan Poe
Data de edição: 2014
Editora: Temas e Debates
Temática: Contos
N.º de páginas: 952
Para adquirir:


Sinopse:

Edgar Allan Poe é um dos autores mais publicados do mundo, conhecido pela genialidade expressa também nos seus famosos contos de terror e em algumas das histórias de detetives mais macabras jamais escritas, como A Queda da Casa de Usher, Os Crimes da Rua Morgue ou O Escaravelho de Ouro. Notável mestre do suspense, Poe também era poeta e, como demonstram os seus contos sobre hipnotismo e viagens no tempo, foi um pioneiro da ficção científica.

A presente edição reúne todos os contos deste autor clássico da literatura universal e decorre da edição ilustrada anteriormente publicada em dois volumes.

Opinião:

Não podia deixar de dedicar algumas palavras a um dos livros que mais tempo levei a ler (cerca de 10 meses!!), mais do que Guerra e Paz ou Moby Dick que possuem, igualmente, um volume avantajado e um número de páginas considerável.

Antes de mais, posso justificar esta demora com o facto de o livro possuir 69 contos compilados num único volume, o que torna o livro difícil de transportar dentro da mala, como costumo fazer com os de menor volume. Além disso, ler contos de enfiada não me parece muito satisfatório, já que as histórias não amadurecem suficientemente no meu imaginário, tal como aprecio. Desta forma, fui lendo um conto ali, outro acolá, e assim foi decorrendo a leitura.

Parti para esta leitura esperando encontrar o pioneiro do mistério e do terror e, como tal, uma escrita com uma qualidade elevada. Sem dúvida, não me desiludi. Encontrei igualmente alguns contos que enquadraria em ficção científica o que, de facto, me surpreendeu. Confesso que foram contos que me deram muita luta, porque as minhas bases científicas são quase nulas. Acabei por adoptar a atitude de retirar todo o prazer possível da leitura, relativizando os aspectos técnicos abordados nestes contos em específico.

Perpassando um olhar generalizado por todos os contos, os que me mereceram maior pontuação, baseada sobretudo no gosto pessoal, foram os que mais se contextualizaram em ambientes, tremendamente góticos, de profundo mistério e suspense, os mais transcendentes ou os satíricos. O conto final Narrativa de A. Gordon Pym - o de maior dimensão - revelou-se um desfecho fabuloso, já que continuo a adorar histórias de marinheiros, piratas e afins, repletas de aventuras e onde o homem se supera na imensidão do mar.

Julgo que todos - ou quase todos - os contos foram escritos na 1.ª pessoa, pelo que os diferentes narradores estão sempre bem próximos, adoptando-se invariavelmente a postura de contador de histórias. Quando assim se pretende, o suspense é crescente, revelando-se a chave do mistério no final.

A cultura de Poe é imensa, surgindo constantemente sem ferir susceptibilidades. Imagino que tenha sido uma perturbada personalidade na sua época, porém de intelecto elevado e não reconhecido pelos seus contemporâneos, como é de bom tom.

Finalmente, é do meu conhecimento que a Edições tinta-da-china publicou a sua Obra Poética Completa, que entrará directamente para a minha wishlist e, que espero um dia, ler...

Classificação de cada conto (x/5*):
3,0 * A Aventura Sem Paralelo de um Tal Hans Pfall
4,0 * O Escaravelho de Ouro
4,0 * O Embuste do Balão
4,5 * Von Kempelen e a sua Descoberta
5,0 * A Revelação Mesmérica
5,0 * A Verdade sobre o Caso do Sr. Valdemar
4,5 * A Milésima Segunda História de Xerazade
5,0 * Manuscrito Encontrado Numa Garrafa
4,5 * Uma Descida no Maelström
5,0 * Os Crimes da Rua da Morgue
4,0 * O Mistério de Marie Rogêt
4,5 * A Carta Roubada
5,0 * O Gato Preto
5,0 * A Queda da Casa de Usher
5,0 * O Poço e o Pêndulo
4,5 * O Enterro Prematuro
4,5 * A Máscara da Morte Vermelha
4,5 * O Barril Amontillado
4,0 * O Demónio da Perversidade
4,5 * A Ilha da Fada
5,0 * O Retrato Oval
5,0 * O Encontro
5,0 * O Coração Revelador
4,5 * O Sistema do Doutor Tarr e do Professor Fether
4,0 * A Vida Literária do Ex.mo Sr. Thingum Bob
3,5 * Como Escrever Um Artigo à Blackwood
4,0 * Um Aperto
4,0 * Mistificação
3,5 * O Parágrafo TranXformado
5,0 * Da Vigarice Considerada como Uma das Ciências Exactas
4,5 * O Anjo Estranho
4,0 * Mellonta Tauta
4,0 * Perda de Respiração
5,0 * O Homem Que Foi Consumido
5,0 * O Homem de Negócios
4,0 * O Jogador de Xadrez de Maelzel
4,5 * O Poder da Palavra
5,0 * O Colóquio de Monos e Una
5,0 * A Conversa de Eiros e Charmion
4,0 * Sombra
4,0 * Silêncio
3,5 * Filosofia do Mobiliário
3,5 * Uma História de Jerusalém
4,5 * A Esfinge
4,0 * O Homem da Multidão
4,5 * Nunca Aposte a Sua Cabeça com o Diabo
5,0 * «És Tu o Homem»
5,0 * Hop-Frog
4,0 * Quatro Animais Num
4,0 * Por Que Razão Traz o Francesinho o Braço ao Peito
4,5 * Bon-Bon
4,5* Algumas Palavras com Uma Múmia
4,0 * A Propriedade de Arnheim, ou o Jardim-Paisagem
4,0 * A Cottage de Landor
4,5 * William Wilson
5,0 * Berenice
5,0 * Eleonora
5,0 * Ligeia
5,0 * Morella
4,0 * Metzengerstein
5,0 * Uma História das Montanhas Escarpadas
5,0 * Os Óculos
4,0 * O Duc de l’Omelette
5,0 * A Caixa Oblonga
5,0 * O Rei Peste
4,5 * Três Domingos Numa Semana
5,0 * O Diabo no Campanário
4,0 * Entradas de Leão
5,0 * Narrativa de A. Gordon Pym

4,5/5* classificação final

Sobre o autor:


Escritor norte-americano nascido a 9 de janeiro de 1809, em Boston, e falecido a 7 de outubro de 1849. Filho de dois atores de Baltimore, David Poe Junior e Elizabeth Arnold Poe, ficou órfão com apenas dois anos de idade e desde cedo aprendeu a sobreviver sozinho. Foi adotado por uma família de comerciantes ricos de Richmond, de quem recebeu o apelido Allan.

Entre 1815 e 1820, a família Allan viveu em Inglaterra e na Escócia, onde Poe recebeu uma educação tradicional, regressando depois a Richmond. Poe foi para a Universidade da Virgínia em 1826, onde estudou grego, latim, francês, espanhol e italiano, mas desistiu do curso onze meses depois por causa do seu vício do jogo e do álcool. Resolveu então ir para Boston, onde publicou em 1827 um fascículo de poemas da juventude de inspiração byroniana, Tamerlane and Other Poems.

Em 1829 publicou o seu primeiro volume de poemas, com o título Al Aaraaf, Tamerlane and Minor Poems, onde se denota a influência de John Milton e Thomas Moore. Foi então para Nova Iorque, onde publicou outro volume, contendo alguns dos seus melhores poemas e onde se evidencia a influência de Keats, Shelley e Coleridge.

Em 1835 estreou-se como diretor do jornal Southern Literary Messenger, em Richmond, onde se tornaria conhecido como crítico literário, mas veio a ser despedido do seu cargo alegadamente por causa do seu problema da bebida. O álcool viria aliás a ser o estigma que marcaria toda a sua vida até à morte. Casou-se nesse mesmo ano com a sua prima de apenas treze anos, Virgínia Clemm, e o casal resolveu então instalar-se em Nova Iorque, onde não chegou a permanecer muito tempo. Foi em Filadélfia que Poe alcançou fama através de vários volumes de poemas e histórias de mistério e de terror. Em 1838 escreveu The Narrative of Arthur Gordon Pym (A Narrativa de Arthur Gordon Pym), obra de prosa em que combinou factos reais com as suas fantasias mais insanes. Em 1839 tornou-se codiretor do Burton's Gentleman's Magazine em Filadélfia, e nesse mesmo ano escreveu várias obras que o tornaram famoso pelo seu estilo de literatura ligado ao macabro e ao sobrenatural. São elas William Wilson e The Fall of the House of Usher (A Queda da Casa de Usher). A primeira história policial surgiu apenas em 1841, na revista Graham's Lady's and Gentleman's Magazine, sob o nome The Murders of the Rue Morgue (Os Crimes da Rue Morgue), e em 1843 Poe recebeu o seu primeiro prémio literário com a obra The Gold Bug. Em 1844 regressou a Nova Iorque e tornou-se subdiretor do New York Mirror. Na edição de 29 de janeiro de 1845 deste jornal surgiu o poema The Raven (O Corvo), com o qual Poe atingiu o auge da sua fama nacional.

Dois anos mais tarde morre a sua mulher Virgínia, mas Poe volta a casar, com Elmira Royster, em 1849. Porém, antes disso, Poe publica Eureka, uma obra que deu azo a muita contestação por parte de alguns críticos da época e que é considerada uma dissertação transcendental sobre o universo, muito louvada por uns e detestada por outros.

É de regresso à terra natal do seu pai que Poe começa a apresentar indícios de que o problema do alcoolismo já era de certo modo irreversível. De facto, ele esteve na origem da morte do poeta. A obra de Poe é o espelho da sua vida conturbada e dos seus hábitos e atitudes antissociais, que o levavam a ter uma escrita que ia para além dos padrões convencionais. Se por um lado foi vítima de certas circunstâncias que estavam para além do seu controle, como foi o facto de ter ficado órfão aos dois anos de idade, por outro fez-se escravo de um problema - o álcool - que agravaria a sua personalidade já de si inconstante, imprevisível e incontrolável. Edgar Allan Poe. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2009. Fonte: WOOK