terça-feira, 29 de novembro de 2016

Revista Somos Livros Natal 2016 [Divulgação]

A SOMOS LIVROS para este Natal já pode ser consultada. Destaque para a entrevista a Julia Navarro e para o conto de Bruno Vieira Amaral. Para ver aqui.


quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Promoções #17


Iniciativa promocional nos termos do regime jurídico do preço fixo do livro.

20% de desconto imediato + 5% de desconto em Cartão Wookmais. Nos termos do regime jurídico do Preço Fixo do Livro, o desconto máximo em edições com menos de 18 meses é 20%.

Promoção válida em livros, exceto escolares, técnicos e eBooks, em encomendas registadas e pagas no dia 24 de novembro de 2016.

Portes grátis para Portugal continental em CTT Expresso Clássico ou Rede Pickup e 30% de desconto nos envios para as ilhas dos Açores e Madeira, em CTT Expresso Clássico (tipos de envio disponíveis para encomendas até 10 kg).

Campanha não acumulável com outras promoções e ofertas.

Saiba mais aqui.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

"Um Longo Domingo de Noivado" de Sébastien Japrisot [Opinião]

Título:Um Longo Domingo de Noivado
Título original: Un Long Dimanche de Fiançailles
Autor: Sébastien Japrisot
Tradutor: José Antunes
Data de edição: 2005
Editora: Edições ASA
Temática: Romance histórico
N.º de páginas: 249

Sinopse:

Numa noite de Janeiro de 1917, cinco soldados condenados à morte em conselho de guerra são lançados, de mãos amarradas atrás das costas, diante das trincheiras inimigas. O mais novo não tem ainda 20 anos e deixa atrás de si uma jovem noiva e um amor interrompido.

Chegada a paz, Mathilde quer saber a verdade sobre esta ignomínia e descobrir o que realmente aconteceu àquele a quem continua ligada pelos laços de um longo e trágico noivado.

Com mais intensidade do que nunca, Sébastien Japrisot oferece-nos nesta história de paixão e mistério o virtuosismo e a magia da sua escrita. A mulher obstinada e frágil, envolvente e subtil, que aqui se encontra na figura de Mathilde, figurará certamente entre as heroínas mais memoráveis do universo romanesco moderno.

Aquando da sua publicação, Um Longo Domingo de Noivado obteve em França o prestigiado Prémio Interallié.

O romance foi adaptado ao cinema por Jean-Pierre Jeunet, realizador de O Fabuloso Destino de Amélie, contando com Audrey Tautou, que protagonizou o mesmo filme, no papel principal.

Opinião:

No início do século XX, Mathilde viveu um amor intenso com Jean: em crianças conheceram-se, em jovens amaram-se. Apesar da deficiência de Mathilde, presa a uma cadeira de rodas, Jean viu nela uma mulher de pleno direito, que desejou ternamente. Desde então se juraram amantes e noivos.

Durante a I Guerra Mundial, Jean e quatro companheiros são lançados em terra de ninguém, entre as trincheiras francesa e alemã, por desrepeito aos seus deveres enquanto soldados. Desde então o seu destino é incerto.

Por isso, quando Jean desaparece, Mathilde busca incansavelmente a verdade, recusando-se a abrir mão do seu estatuto de noiva, e é essa a procura que acompanhamos ao longo do livro, em que ela escrutina a vida dos quatro soldados e a tudo o que possa trazer um rasgo de luz às suas incertezas.

O autor consegue alimentar o suspense até à última página, já que a perseverante investigação de Mathilde, desvendando pistas e sofrendo revezes, leva-nos a ansiar com ela, pelo seu tamanho esforço, com o surgimento da peça final do puzzle. Além disso, as personagens com que contacta trazem ao leitor histórias tocantes que revelam os dramas de tão incomensurável guerra.

Foi uma leitura galopante, em nada prejudicada por saber de antemão o final (tinha visionado o filme há alguns anos e voltei a revê-lo após a leitura). A adaptação cinematográfica, da responsabilidade de Jean-Pierre Jeunet, foi das mais fiéis que até hoje vi, sem divergências essenciais em relação à história do livro. Adorei a estética: o tom dourado, envelhecido dos cenários, os guarda-roupas, a banda sonora...

Recomendo ambos, filme e livro, os quais merecerão sem dúvida um revisionamento e uma releitura futuramente.

Classificação: 4,5/5*

Sobre o autor: 
Nascido em Marselha, em 1931, Sébastien Japrisot iniciou-se cedo na literatura (publica o seu primeiro romance aos 17 anos), e foi autor de uma vasta obra literária que lhe granjeou o favor da crítica e do público, ao ponto de todos os seus livros terem sido já adaptados ao cinema. Traduzido em todo o mundo, é seguramente um dos escritores franceses mais lidos no estrangeiro. Morreu em Vichy, em 2004. Fonte: WOOK

domingo, 13 de novembro de 2016

Música ao Domingo #24: Jeff Buckley "Hallelujah"


Jeff Buckley's official music video for 'Hallelujah'.

Well I heard there was a secret chord
That David played and it pleased the Lord
But you don't really care for music, do you?
Well it goes like this:
The fourth, the fifth, the minor fall and the major lift
The baffled king composing Hallelujah

Hallelujah, Hallelujah, Hallelujah, Hallelujah...

Well your faith was strong but you needed proof
You saw her bathing on the roof
Her beauty and the moonlight overthrew ya
She tied you toher kitchen chair
She broke your throne and she cut your hair
And from your lips she drew the Hallelujah

Fonte: YouTube

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

I Encontro Ibérico de Leitores de Saramago

Entre 18 e 20 de Novembro será realizado o I Encontro Ibérico de Leitores de Saramago que terá lugar na Biblioteca Municipal de Beja - José Saramago. 

O objectivo do encontro é o de "realizar o sonho de José Saramago apresentado nas suas próprias Palavras" e "contribuir para o crescimento da comunidade de leitores da obra de José Saramago".

A programação será a seguinte:

O acesso é gratuito, mas requer inscrição através do email: bibliotecamunicipaldebeja@cm-beja.pt

domingo, 6 de novembro de 2016

Música ao Domingo #23: Florence + The Machine "Wish That You Were Here"


Music video by Florence + The Machine performing Wish That You Were Here (From “Miss Peregrine’s Home for Peculiar Children”). (C) 2016 Island Records, a division of Universal Music Operations Limited

I tried to leave it all behind me
But I woke up and there they were beside me
And I don't believe it but I guess it's true
Some feelings, they can travel too
Oh there it is again, sitting on my chest
Makes it hard to catch my breath
I scramble for the light of change

You're always on my mind
You're always on my mind

And I never minded being on my own
Then something broke in me and I wanted to go home
To be where you are
But even closer to you, you seem so very far
And now I'm reaching out with every note I sing
And I hope it gets to you on some pacific wind
Wraps itself around you and whispers in your ear
Tells you that I miss you
and I wish that you were here

And if I stay home, I don't know
There'll be so much that I'll have to let go
You're disappearing all the time
But I still see you in the light
For you, the shadows fight
And it's beautiful but there's that tug in the sight
I must stop time traveling
you're always on my mind

You're always on my mind
You're always on my mind

And I never minded being on my own
Then something broke in me and I wanted to go home
To be where you are
But even closer to you, you seem so very far
And now I'm reaching out with every note I sing
And I hope it gets to you on some pacific wind
Wraps itself around you and whispers in your ear
Tells you that I miss you
and I wish that you were here

We all need something watching over us
Be it the falcons, the clouds or the cross
And then the sea swept in and left us all speechless
Speechless

And I never minded being on my own
Then something broke in me and I wanted to go home
To be where you are
But even closer to you, you seem so very far
And now I'm reaching out with every note I sing
And I hope it gets to you on some pacific wind
Wraps itself around you and whispers in your ear
Tells you that I miss you
and I wish that you were here

Wish that you were here
Wish that you were here
Wish that you were here
I wish that you

Fonte: Vagalume

terça-feira, 1 de novembro de 2016

"Gaibéus" de Alves Redol [Opinião]


Título: Gaibéus
Autor: Alves Redol
Edição/reimpressão: 1975 
(1.ª publicação em 1939)
Editora: Publicações Europa-América
Temática: Romance
N.º de páginas: 176
Para adquirir:



Sinopse:

Gaibéus é um clássico do neo-realismo português: descreve o drama de um rancho de ceifeiros que do Norte do País descem a participar na batalha sem fim travada na lezíria. Esta obra já foi vertida no sistema Braille. Publicações Europa-América sente-se honrada por reeditar uma obra de um dos maiores escritores contemporâneos, que sempre soube defender os humilhados, ofendidos e deserdados.

Opinião:

Durante esta leitura lembrei-me várias vezes de Esteiros de Soeiro Pereira Gomes que, porém, conseguia ser mais suave na linguagem, mas igualmente cru nas realidades apresentadas: o trabalho infantil.

Já Alves Redol opta por nos falar dos «gaibéus»: o povo que se resigna a migrar das suas terras até às lezírias do Ribatejo para a ceifa do arroz e a retornar a casa quando esta termina. 

Assim, seguindo a linha neo-realista, o colectivo é o protagonista e as personagens que surgem são representativas de cada mal que se pretende criticar.

É o retrato de um grupo de camponeses, explorado, sujeito a condições extremas a todos os níveis: fome, doença, clima, insalubridade, ausência de privacidade, desgaste físico extremo. Nos casos das mulheres encontra-se a agravante de serem vistas como meros objectos sexuais, inapreciáveis após a «desonra».

A história não segue uma personagem em particular mas várias, expondo os seus anseios e receios: Rosa que, escolhida pelo patrão, não mais pode fugir ao assédio a que sempre foi sujeita; a Ti Maria, vítima de malária, símbolo do abandono a que os idosos são votados após deixarem de ser considerados forças de trabalho; o par de aspirantes a emigrantes que, há pelo menos três anos, sonham partir e pedem conselho ao ceifeiro rebelde, aquele que já correu mundo e não conseguiu riqueza, apenas desilusão pelo mal e crueldade entre os homens.

Por outro lado, o patrão Agostinho representa o chefe explorador, para o qual os assalariados são meras ferramentas, chegando ao ponto de escolher, de entre as mulheres, as que considera aptas à satisfação dos seus caprichos, logo dispensadas após o fim das colheitas. Dono e senhor, "Era preciso pressa - cada vez mais pressa", sempre que se aproximava. 

Impressionante pelo realismo, julguei sentir o pulsar dos corações dos camponeses, esbraseados pelo sol na ceifa inclemente, destituídos de ânimo na dureza das vidas,  com "Ambições naufragadas, restos de alegrias e desditas (...) O presente era amargo, tão doloroso como o passado. Mas ali, naquele silêncio, guardava sonhos de criança, como se nunca tivesse entrado na vida e ainda a julgasse uma floresta de frutos de oiro".

Classificação: 4,5/5*

Sobre o autor:

António Alves Redol nasceu em Vila Franca de Xira no dia 29 de Dezembro de 1911 e faleceu em Lisboa no dia 29 de Novembro de 1969. Era filho de um comerciante modesto. Trabalhou como operário em Angola durante alguns anos. Quando regressou a Portugal em 1936, juntou-se ao movimento que se opunha ao Estado Novo, tornando-se militante do Partido Comunista.

Foi um dos iniciadores do movimento neo-realista em Portugal e o primeiro a conseguir ampla aceitação. A sua obra, que alterna momentos de grande intensidade lírica com quadros de descrição precisa e minuciosa, evoluiu de uma análise social fortemente documental para uma fase mais pessoal e afastada dos preceitos da escola, a partir dos finais dos anos 50. Tomou como motivos centrais os dramas humanos vividos na sociedade ribatejana e, com a trilogia Port Wine (1949-53), também na região duriense. Autor de uma vasta obra, para além dos textos das suas conferências e artigos para os jornais, escreveu romances, contos, peças de teatro e estudos de etnografia. Fonte: Sítio do Livro