quarta-feira, 29 de março de 2017

"A Imperfeição do Amor" de Joaquim Mestre [Opinião]

Título:  A Imperfeição do Amor
Autor: Joaquim Mestre
Edição/reimpressão:  2007
Editora: Oficina do Livro
Temática: Romance
N.º de páginas: 192
Para adquirir:


Sinopse:

Uma criança que adivinha o futuro e um homem que escreve cartas de amor cruzam-se num universo mágico de lendas e crenças.

A vila de Mazouco, na Galiza, nunca mais foi a mesma desde a noite em que uma estrela parou sobre a taberna de Xosé Regueiro e nasceu o seu filho, Quico Regueiro. Os acontecimentos que se seguiram, deixando todos maravilhados, vão construindo e ao mesmo tempo desvendando uma teia narrativa que evoca autores como Juan Rulfo ou Gabriel García Márquez.

Uma criança prodigiosa capaz de adivinhar o futuro, a história de um pastor enganado pela mulher, uma artista de circo pouco dada aos pudores da vida ou um homem que escreve cartas de amor que enfeitiçavam as mulheres fundem-se numa história de grande riqueza onírica e uma linguagem poética envolvente.

Depois de O Perfumista, editado também pela Oficina do Livro, A Imperfeição do Amor vem confirmar a originalidade da escrita de Joaquim Mestre na literatura portuguesa actual.

Opinião:

Algures ouvi comentar que Joaquim Figueira Mestre, falecido director da Biblioteca Municipal de Beja - José Saramago, era um bom escritor. Por isso, quando me surgiu a oportunidade de adquirir este A Imperfeição do Amor, não hesitei.

As histórias que conta desenrolam-se em Mazouco, vila galega, e nas aldeias circundantes. Nesta vila, onde as ocorrências extraordinárias apenas haviam surgido como ficção, contadas de boca em boca, dá-se um acontecimento invulgar: Quico Regueiro, filho dos taberneiros, nasce com um sinal em forma de sardinha e, durante treze dias, a abundância deste peixe nas águas de Mazouco é excepcional. Passará a ser considerado um santo e a sua vida é em tudo por isso limitada, tornando-se o ícone da terra.

Além de acompanharmos a sua existência, seguimos a de várias outras personagens das quais se destacam a de Ilena, filha da anã, infeliz e trágica; a de Fernando, um padre pouco respeitoso quanto ao celibatarismo e com um percurso de inconstâncias trespassado; ou a de Manuel de la Formoseda, um escritor, para todos os lacónicos, de cartas de amor.

No que à narração diz respeito, momentos houve em que me pareceu apressada, com algo por contar nas entrelinhas de histórias que teriam potencial para maior desenvolvimento. Porém, neste universo marcado pela superstição e pela magia, mas igualmente pelo preconceito, a imaginação do autor surpreende e desperta imagens difíceis de esquecer, como a de uma casa assombrada à beira-mar de onde se ouvem os gritos dos náufragos falecidos.

Pretendo, desta forma, apesar de não me ter conquistado inteiramente, ler mais obras deste autor, tais como O Perfumista ou Breviário de Almas, vencedor do Prémio Nacional de Conto Manuel da Fonseca.

Classificação: 3,5/5*

Nota: A propósito de homenagear este escritor e "promover, defender e valorizar a Língua Portuguesa e a Identidade e Diversidade Cultural da Região Alentejo", num protocolo estabelecido entre a ASSESTA e a Direção Regional de Cultura do Alentejo, foi criado o Prémio Literário Joaquim Mestre. Mais informações sobre o mesmo aqui.

Sobre o autor:
Joaquim Figueira Mestre nasceu em Trindade, concelho de Beja. Licenciado em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e pós-graduado em Ciências Documentais. Viveu no Alentejo, ermo a que alguns chamam a sua casa, e onde as pessoas andam com o sol nas mãos e a lonjura no olhar. Viveu num monte onde tem uma vinha e sonha ali fazer um grande vinho. Gostava de ler e sonhar, de comer e beber, de amar e viajar… e de escrever. É autor do livro de contos O Livro do Esquecimento e dos romances O Perfumista e A Imperfeição do Amor, ambos editados pela Oficina do Livro. Foi director da Biblioteca Municipal de Beja. Em 2008, venceu a 7.ª edição do Prémio Nacional de Conto Manuel da Fonseca. Faleceu em 2009, vítima de linfoma. [adaptado] Fonte: Oficina do Livro Fotografia: Abaciente's Blog

terça-feira, 28 de março de 2017

Promoções #24

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sábado, 25 de março de 2017

Poesia e Diário de Florbela Espanca com Elsa Ligeiro [Especial Tertúlia + Opinião]



Ontem foi dia de recordar,  na Biblioteca Municipal de Beja - José Saramago, o legado de Florbela Espanca e o lugar da sua obra no contexto literário português. 

Autora «provinciana», não pertenceu a nenhum grupo literário, até porque não é facilmente enquadrável numa só corrente literária, em contraponto com o seu contemporâneo Fernando Pessoa e os modernistas. Não obteve por isso, enquanto viveu, apoio nem tão pouco reconhecimento.

O seu contexto sócio-económico e familiar foi abordado, mas não demasiado aprofundado, embarcando-se antes numa viagem pelo seu diário e lírica, na continuação de um excelente trabalho de promoção da literatura portuguesa por parte de Elsa Ligeiro. Com genuíno entusiasmo discursou sobre Florbela e a sua obra que, apesar de considerada autora menor no meio académico - preconceito outrora partilhado por Elsa, porém ultrapassado com uma leitura mais atenta - tem rasgos de genialidade inegáveis: 

"(...)
E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... pra me encontrar..."

"Faço às vezes o gesto de quem segura um filho ao colo. Um filho, um filho de carne e osso, não me interessaria talvez, agora... mas sorrio a este, que é apenas amor nos meus braços."

A todos os presentes foi gentilmente oferecido um exemplar de Diário e, convidados a ler em voz alta um excerto, escolhi este soneto:

"És Aquela que tudo te entristece 
Irrita e amargura, tudo humilha; 
Aquela a quem a Mágoa chamou filha; 
A que aos homens e a Deus nada merece. 

Aquela que o sol claro entenebrece 
A que nem sabe a estrada que ora trilha, 
Que nem um lindo amor de maravilha 
Sequer deslumbra, e ilumina e aquece! 

Mar-Morto sem marés nem ondas largas, 
A rastejar no chão como as mendigas, 
Todo feito de lágrimas amargas! 

És ano que não teve Primavera... 
Ah! Não seres como as outras raparigas 
Ó Princesa Encantada da Quimera!..."

Com uma audiência numerosa, entre a qual verdadeiros apaixonados, discutiram-se aspectos mais ou menos polémicos da sua existência, mas sobretudo a ambivalência característica da sua produção literária. 



Título: Diário 
Autora: Florbela Espanca
Edição/reimpressão: 2007
Editora: Editora Alma Azul
Temática: Diário
N.º de páginas: 48
Para adquirir:


Sinopse:


No seu último ano de vida Florbela Espanca registou num diário tudo que lhe ia na alma. O seu último registo data de 2 de Dezembro, dias antes do seu suicídio a 8 de Dezembro de 1930.

Opinião:

Em adolescente os sonetos de Florbela Espanca e, mais tarde, os seus contos foram leituras da minha preferência. Assim como Sophia de Mello Breyner Andresen, Cesário Verde ou António Nobre, a sua poesia teve um papel preponderante na minha formação enquanto leitora. 

Desconhecia este seu Diário onde Florbela sentiu, pela primeira vez, a necessidade de escrever no seu último ano de vida. Esparso, com maior número de entradas em Janeiro e Fevereiro e com a última frase escrita seis dias antes da sua morte.

Afirma, no início, que tais registos serão atirados "para aqui, negligentemente, sem pretensões de estilo, nem análises filosóficas, o que os ouvidos dos outros não recolhem: reflexões, impressões, ideias, maneiras de ver, de sentir". Não diferindo da sua produção literária, presentes estão as dicotomias morte/vida, exaltação/melancolia, desejo/perda: a sua perpétua inconstância de insatisfação/concretização. 

Nele encontramos referências às suas leituras, pensamentos avulsos, desabafos e momentos de afirmação: "Que me importa a estima dos outros se eu tenho a minha? Que me importa a mediocridade do mundo se Eu sou Eu?" Contudo, apesar destes últimos, a dor da incompreensão, de si e dos outros, corroía-a: "Está escrito que hei-de ser sempre a mesma eterna isolada... Porquê?", em que se reconhece uma alma atormentada.

A última entrada, "E não haver gestos novos nem palavras novas!", será indicativa do que estaria para vir ou uma mera coincidência? Até que ponto nos revelam as suas palavras o que viveu? Meras interrogações que surgem, não silenciadas naturalmente, para alimentar o obscurantismo e o mito que a envolvem e que, aos poucos, vão sendo desvendados.


Classificação: 4,0/5*

Sobre a autora:
Poetisa e contista. Depois de concluir os estudos liceais em Évora, frequentou a Faculdade de Direito de Lisboa. A abordagem crítica da sua obra poética, marcada pela exaltação passional, tem permanecido demasiado devedora de correlações, mais ou menos implícitas, estabelecidas entre o seu conturbado percurso biográfico - uma existência amorosa e socialmente malograda que culminaria com um suicídio aos 36 anos de idade -, e uma voz poética feminina, egotista e sentimental, singularmente isolada no contexto literário das primeiras décadas do século. Na verdade, a leitura mais imparcial das suas composições, entre as quais se contam alguns dos mais belos sonetos da língua portuguesa, permite posicioná-la quer na matriz de uma poesia finissecular que, formalmente, cruza caracteres decadentistas, simbolistas (são várias as referências na sua poesia a autores simbolistas) e neorromânticos (acusando a admiração por certos autores da terceira geração romântica, como Antero de Quental), "à maneira de um epígono de António Nobre" (cf. PEREIRA, José Augusto Seabra - prefácio a Obras Completas de Florbela Espanca, vol. I, Poesia, Lisboa, D. Quixote, 1985, p. IV), quer, ainda, pela forma como a vivência do amor promove, a cada passo, uma mitificação do eu, na senda de certos autores do primeiro modernismo como Sá-Carneiro, Alfredo Guisado ou António Botto. Por outra via, a da literatura mística, Florbela Espanca reata conscientemente (Soror Saudade) com a tradição da literatura claustral feminina que recebera, no período de maior florescimento, uma marca conceptista, mantida na poética de Florbela por certa propensão para a exploração das antíteses morte/vida, amor/dor, verdade/engano. A imagem da mulher que sofre de ilusão em ilusão amorosa, que reitera até ao desespero a sua fatalidade, que dá expressão a uma existência irremediavelmente minada pela ansiedade e pela incompreensão, acabou por, na receção alargada da sua poesia, sobrepor-se a outros nexos temáticos com igual pertinência, como a dor de pensar e a aspiração à simplicidade (...). Florbela Espanca. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2008. Fonte: WOOK

quinta-feira, 23 de março de 2017

Os blogues que sigo #4: A Viciada dos Livros

Conheci o blogue A Viciada dos Livros recentemente, através de um passatempo no qual eu, a maluquinha dos passatempos de livros, não pude deixar de participar. Assim. aproveitei a oportunidade e convidei a Raquel Bernardes para participar nesta rubrica. 


«A ideia do blog nasceu, depois de ter visto o blog Algodão Doce para o Cérebro, lembrei-me que já tinha lido alguns livros e que gostava que outras pessoas também lessem a minha opinião. Confesso que sou viciada em Livros, Filmes, Séries e é algo que me dá prazer e que também me enche de orgulho ver que o cantinho tem pessoas que seguem, que mandam email a perguntar sobre este ou outro livro, e é gratificante ver a opinião que as pessoas também têm do cantinho e claro que está sempre a inovar.

Eu comecei por ler os livros da Anita e a partir daí não parei de ler, mas o que gostava realmente era de romances, até ao dia em que me aconselharam a ler o 50 Sombras de Grey e claro que passei a juntar a vertente Erótica à lista. Tento ler outras opções literárias, mas nem sempre é do nosso agrado.

Entretanto, convidei a minha comparsa, a Carla Marques, que também é viciada em Livros para se juntar a mim e fazer crescer o cantinho literário enquanto que poderia explorar as outras opções. Criei o cantinho em 2013, por acaso em Março fará 4 anos, mas não tinha grande tempo para o actualizar, em 2016 decidi agarrar no projecto com finco e claro que começou a dar frutos.

Passei a ter a ajuda extra, para além dos seguidores terem aumentado, mas tudo isto não seria possível sem o apoio de outra blogger, a Menina dos Polícias, a Vera Brandão, que me incentivou a continuar e a mudar se calhar algumas coisas. O que pode mudar? Não sei, mas deixo sempre a porta aberta para novas oportunidades, para explorar também outros caminhos. Porque ser viciada é isso mesmo, é descobrir novos horizontes e viciar.»

As suas opiniões concisas sobre livros, séries e filmes de géneros bastante variados merecem o meu destaque. Acompanhem a Raquel e a Carla nas seguintes plataformas:


quarta-feira, 22 de março de 2017

"O Apelo da Selva" de Jack London [Opinião]

Título: O Apelo da Selva
Título original: The Call of the Wild
Autor: Jack London
Tradutora: Maria de Fátima Andrade 
Edição/reimpressão: 2017
Editora: CARDUME EDITORES, LDA. (para Impresa Publishing)
Temática: Romance
N.º de páginas: 128

Sinopse:


Arrancado à doce e pacífica vida que levava numa fazenda da Califórnia, o cão "Buck", metade São Bernardo, metade cão-pastor, é roubado e vendido como cão de trenó. Nas terras selvages do Norte do Canadá, Buck enfrenta a fome, o frio, as lutas com outros cães e os maus tratos sem nunca perder a coragem e a dignidade. Buck acaba por ser esgatado por John Thornton, mas no seu apelo da vida selvagem, que o instiga a rondar livremente pela selva. Esta novela de Jack London, publicada em 1903, revestiu-se de tal sucesso que de imediato foi traduzida em cerca de 90 línguas, sendo reeditada sempre até aos nossos dias.

Opinião:


 No âmbito da inciativa Ler Faz Bem da revista Visão, decidi ler esta obra de Jack London e partilhar a minha opinião de forma diferente: por escrito, como habitual, e por vídeo.


[ ver também aqui ]

Lido numa tarde, o autor não se perde em rodeios e conta uma história poderosa na perspectiva de Buck, o cão traçado de são bernando e cão pastor escocês. Buck parecia destinado a uma vida doméstica, sem percalços além daqueles que encontrasse numa quinta ensolarada em plena Califórnia. Infelizmente, o seu porte possante tenta um dos empregados e Buck acaba por chegar à fronteira com o Canadá, num clima totalmente agreste, depois de vendido para cão de trenó. 


Sujeito às maiores provações, a sua adaptabilidade às circunstâncias foi impressionante: de cão domesticado, torna-se um sobrevivente nato, astuto e líder, evocando a lei do mais forte. O corajoso Buck enfrenta todos os dissabores, mas apenas após a sua prodigiosa transformação num estado totalmente primitivo, encontrará a integração junto dos seus ancestrais.


Esta leitura evocou-me o retrato social de As Vinhas da Ira de John Steinbeck em que, tal como em O Apelo da Selva, se forçam migrações do povo americano devido às condições económico-sociais, ainda que por causas e em períodos diferentes: a seca, durante grande depressão,  e a febre do ouro, iniciada em 1850. Jack London aproveitou, para esta obra, a sua experiência na participação à corrida do ouro (Klondike, no Yukón, Canadá, em 1896). 

Os cães, como todos os animais, são seres sencientes, apenas desconhecemos o alcance da sua percepção da realidade. Ainda assim, o autor deu-lhes voz. Se o ser humano, e assim perdura ao longo de séculos, julga o seu semelhante como objecto mercantil, imaginemos os animais que voz não têm para por si lutar.

Este livro deu-me a esperança de que, desde que estabelecidas com dignidade, as relações entre quaisquer seres vivos só se poderão revestir de respeito e compreensão mútuos.


P.S.: Com esta leitura relembrei-me imediatamente de História de um cão chamado Leal de Luis Sepúlveda, uma história cuja perspectiva é igual - pelos olhos de um cão - e que recomendo vivamente.


Classificação: 4,5/5*

Sobre o autor:

O escritor norte-americano John Griffith London nasceu em 1876, em San Francisco, e faleceu em 1916. Depois de uma infância marcadamente negativa, exerceu todo o tipo de profissões, interessando-se, no entanto, pela leitura e pela escrita desde muito cedo. Publicou novelas em diversas revistas. Da sua vasta obra, destacam-se The Son of the Wolf (1900), The Call of the Wild (O Apelo da Selva, de 1903, obra diversas vezes adaptada para cinema), Martin Eden (1903), Love of Life (1907) e John Baleycorn (1913). Fonte: WOOK 

Mais sobre o autor em: Entre o mistério e a caricatura, quem é Jack London?

terça-feira, 21 de março de 2017

Para o Dia Mundial da Poesia... um poema

José-António Moreira edição e voz | Sons da Escrita | Março 2014

Os gatos 
de Manuel António Pina

Há um deus único e secreto
em cada gato inconcreto
governando um mundo efémero
onde estamos de passagem

Um deus que nos hospeda
nos seus vastos aposentos
de nervos, ausências, pressentimentos,
e de longe nos observa

Somos intrusos, bárbaros amigáveis,
e compassivo o deus
permite que o sirvamos
e a ilusão de que o tocamos

(in Como se desenha uma casa; ed. Assírio & Alvim, 2011) 

segunda-feira, 20 de março de 2017

Promoções #23

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domingo, 19 de março de 2017

Música ao Domingo #33: Chuck Berry "Roll Over Beethoven"


Chuck Berry performs "Roll Over Beethoven" at the BBC Television Theatre, London on Wednesday 29th March 1972. Backed by Dave Harrison - drums, Billy Kinsley - bass, Jimmy Campbell - guitar, Michael Snow - piano. HD

I'm gonna write a little letter,
gonna mail it to my local DJ
It's a rockin' rhythm record
I want my jockey to play
Roll Over Beethoven, I gotta hear it again today

You know, my temperature's risin'
and the jukebox blows a fuse
You know, my heart's beatin' rhythm
and my soul keeps on singin' the blues
Roll Over Beethoven and tell Tchaikovsky the news

Well, if you feel you like it
go get your lover, then reel and rock it
Roll it over and move on up just
a trifle further and reel and rock it,
one another
Roll Over Beethoven and tell Tchaikovsky the news

[instrumental]

Well, early in the mornin' I'm a givin' you a warnin'
don't you step on my blue suede shoes
Hey diddle diddle, I am playin' my fiddle,
ain't got nothin' to lose
Roll Over Beethoven and tell Tchaikovsky the news

Roll Over Beethoven,
Roll Over Beethoven,
Roll Over Beethoven,
Roll Over Beethoven,
Roll Over Beethoven and tell Tchaikovsky the news

Fonte: ST Lyrics [adaptado]

sábado, 18 de março de 2017

E o vencedor do Prémio Livro do Ano Bertrand é...


Conheça mais sobre a obra aqui. | Recorde os finalistas deste prémio aqui.

O restante top, por ordem de votação:
2.º - Vaticanum de José Rodrigues dos Santos
3.º - O Evangelho segundo Lázaro de Richard Zimler
4.º - Nem todas as baleias voam de Afonso Cruz
5.º - Homens imprudentemente poéticos de Valter Hugo Mãe
6.º - Uma Terra Chamada Liberdade de Ken Follett
7.º - A Espada e a Azagaia de Mia Couto
8.º - Doutor Sono de Stephen King
9.º - Prometo Perder de Pedro Chagas Freitas
10.º - Como Vento Selvagem de Sveva Casati Modignani